INSTITUCIONAL

Uma Fazenda onde a pesquisa e o ensino se harmonizam na consolidação de novos conhecimentos.

Propriedade com 540 hectares, localizada às margens da BR-050, entre Uberaba e Uberlândia, a Fazenda-Escola vem se consolidando como um dos mais importantes campos de desenvolvimento científico-tecnológico relacionado à bovinocultura leiteira.

Desde 2006, a Fazenda Escola começou a reunir os melhores exemplares zebuínos leiteiros objetivando que pesquisadores, professores, alunos e a comunidade pecuária pudessem visualizar e comprovar a importância desses animais para os países de clima tropical, a sua adaptação às condições ambientais e sanitárias e a excelente produtividade leiteira sob as adversidades do clima tropical. E também mostrar características raciais como mansidão, facilidade de ordenha, fertilidade, prolificidade, longevidade e rendimento de carcaça.

Atualmente, a propriedade possui animais das raças Gir, Sindi, Guzerá e seus cruzamentos com a finalidade de avaliar suas características genéticas sobre o enfoque produtivo, sua adaptabilidade ao ambiente e resistência a doenças e parasitas que possam comprometer sua capacidade produtiva.







Em 2005, com a chegada do rebanho Guzerá linhagem JA com mais de 100 anos de seleção e mais de 80 anos de consanguinidade, iniciou-se a criação de gado Guzerá da Fazenda Escola da Uniube.

A linhagem JA tem sido utilizada para melhorar rebanhos das regiões tropicias. Segundo relatos, o último touro importado da Índia entrou no rebanho em 1928 e isso demonstra a importância dessa linhagem para o gado zebu devido à preservação e manutenção da diversidade genética.

Mas outras linhagens foram incorporadas ao rebanho. No ano de 2007, a Uniube já contava com 11 parceiros: Taboquinha, Fazenda Ygarapés (Guzerá JF), Guzerá JM (Bahia), EMEPA, Manoel Dantas (Guzerá da Carnaúba), Guzerá da Boa Lembrança. As melhores doadoras do País da raça Guzerá passaram a fazer parte do Programa de Melhoramento Genético da Uniube conferindo assim, a maior variabilidade genética (maior banco genético) da raça Guzerá leiteiro.

Animais de importante genética foram trazidos para a Fazenda-Escola como Maconha, Corneta, Iracema, Saara, Marquesa, Altaneira, Mantiqueira, Nagoia, Jarina, Italiana, Ubá, Lombada, Brejeira, Biba, Luma, Júlia, Ipanema, Musa, Medalha, Jacarina, Domadora, Falação Jaqueta, Galia, Fibra, Ciranda, Areia, Chácara, Navarra, Doceira, Cubana, Ondina, Queimada, Acuti.


Mantiqueira JA

Jarina JBP 967

Ondina

Saara JA


O gado Sindi tem sido visto como promissor para a produção leiteira pela fácil adaptação às adversidades de solo e clima, pela elevada resistência e rusticidade, boa fertilidade e produção leiteira. Diante disso, a Universidade de Uberaba estabeleceu parceria com criadores da Paraíba (Manoel Dantas e Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S. A - EMEPA) e trouxe, em 2011, para a Fazenda-Escola, 29 exemplares da raça, de alto valor genético, objetivando multiplicar a genética da raça Sindi com aptidão leiteira.

De acordo com a EMEPA, desde que a raça Sindi começou a se destacar na pecuária nordestina, esta foi a maior e mais importante transferência de um grupo de animais de reconhecido mérito genético.

Vantajosa, Mabiroba, Onda, Teimosia e Ruga são exemplos de animais que vieram para a Fazenda-Escola. Segundo a EMEPA, esses animais são, em sua maioria, portadoras de DNA mitocondrial Bos indicus, puros zebuínos, constituindo-se parte de um grupo restrito de animais existentes no País e de algumas matrizes de alta produção de leite ou ex-campeãs de exposições.


Diva MDVS 2637

TEIMOSIA 1- MDVS 2069

ECOLOGIA FIV DO ACS - IASR468

MABIROBA - MDVS 954


O gado Gir presente na Fazenda-Escola é oriundo do rebanho Gir Leiteiro da Fazenda Experimental Getúlio Vargas/EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) que tem a tradição de ser o segundo mais antigo plantel da raça Gir no Brasil praticando seleção para leite.

Segundo a EPAMIG, o rebanho apresenta alta produtividade, 60% das vacas têm produção acima de 3 mil kg de leite, com o período médio de lactação de 295 dias.

Essa parceria permitiu a vinda, para a Fazenda-Escola, de Bajar, Vanguarda entre outros e objetivou multiplicar rapidamente o material genético.


Bajar da Epamig

BADICA DA EPAMIG - FGVL594

BELGA DA EPAMIG - FGVL642

IGREJA DA EPAMIG - FGVP706


Atualmente a Fazenda-Escola possui animais portadores de DNA mitocondrial Bos indicus, ou seja, puros zebuínos, constituindo-se parte de um grupo restrito de animais existentes no País e de algumas matrizes de alta produção de leite ou ex-campeãs de exposições como: Chacará, Haical, UTA, Deva FIV Boa Família, Turvania FIV JA, Espada TE do Cipó, Escócia, Guará

Esse material genético existente na Fazenda-Escola beneficia e continuará beneficiando os criadores de zebuínos leiteiros.


Outro objetivo da Fazenda-Escola é multiplicar e melhorar geneticamente as raças com aptidão leiteira pela intensificação da produção e cruzamento com os melhores exemplares da raça.

O rebanho da Fazenda conta com animais das raças: Guzerá, Gir, Sindi, Holandês e Jersey e a utilização de cruzamento entre raças objetiva explorar a heterose ou vigor híbrido, que é a superioridade ou vigor da progênie resultante do cruzamento. A utilização destes cruzamentos busca produzir matrizes que apresentem maior produtividade e adaptabilidade que a média dos pais.

Com os cruzamentos entre as raças Guzerá x Holandês (Guzolando), Gir x Holandês (Girolando), Guzerá x Jersey (Guzjer) e Sindi x Jersey (Sinjer) a Fazenda-Escola busca reunir características desejáveis das duas raças (fertilidade, produtividade, qualidade leiteira, rusticidade e adaptabilidade). Os resultados do cruzamento são expressivos e os animais produzidos são muito procurados, principalmente, por pequenos produtores.


Os bovinos das raças Gir, Sindi e Guzerá estão à disposição de professores, alunos do curso de Medicina Veterinária para o desenvolvimento de pesquisas científicas.

Trabalhos avaliando a influência da endogamia e DNA mitocondrial sobre os parâmetros imunológicos, produtivos e reprodutivos foram desenvolvidos, bem como a diferença do perfil leucocitário dos bovinos zebuínos e taurinos.

Os resumos dos trabalhos publicados, dissertações de mestrado e apresentados em congressos que foram desenvolvidos na Fazenda-Escola podem ser vistos a seguir:

Trabalhos Publicados:

Influence of endogamy and mitochondrial DNA on immunological parameters in cattle. Influência da endogamia e DNA mitocondrial sobre os parâmetros imunológicos dos bovinos

BMC Veterinary Research 10:79, 2014

A endogamia aumenta o risco de manifestação de genes recessivos deletérios. O DNA mitocondrial permite a separação do American Zebu (Bos indicus e Bos taurus) e avaliação do seu efeito sobre características produtivas do gado. No entanto, o efeito de endogamia e DNA mitocondrial (mtDNA) no sistema imune permanece obscuro. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre a endogamia, mtDNA e parâmetros imunológicos.

Resultados: Um total de 86 bovinos (43 vacas e 43 bezerros) foram utilizados neste estudo. Idade, endogamia, produção de leite, e origem de mtDNA foram mensurados e sua influência sobre parâmetros imunológicos foi avaliada. Vacas mais velhas tinham aumento das células T CD4+, CD21+ e diminuição γδhigh T, bem como aumento da proporção CD4+/ CD8+ e T / B. A análise de regressão múltipla indicou que a endogamia em bezerros estava associada com o aumento das T CD8+ e linfócitos B CD21+ e diminuição de células T γδhigh no sangue periférico. Vacas com média e baixa endogamia tiveram uma menor percentagem de linfócitos B e células T γδlow e vacas com menor endogamia tiveram níveis mais elevados de γδ T e γδhighT bem como a razão entre as células CD4+ / CD48+. Bezerros com maior endogamia tiveram níveis mais elevados de linfócitos T CD8+, enquanto os bezerros com menor endogamia tiveram níveis mais baixos de células T γδlow.

Conclusões: Estes resultados demonstraram, pela primeira vez, que a endogamia influencia o sistema imunitário do gado.

Comparative phenotypic profile of subpopulations of peripheral blood leukocytes in European (Bos taurus taurus) and Zebu cattle (Bos taurus indicus).

Perfil fenotípico comparativo das subpopulações dos leucócitos do sangue periférico de bovinos europeus (Bos taurus taurus) e zebuínos (Bos taurus indicus).

Genetics and molecular Research, 12:4, 2013

As diferenças na imunidade celular e humoral em zebuínos (Bos taurus indicus) e europeus (B. taurus taurus) que que podem estar relacionadas a diferenças de resistência ou suscetibilidade a doenças infecciosas ou parasitárias; são, em grande parte, desconhecidas. Este estudo teve como objetivo realizar uma análise comparativa da imunidade inata e adaptativa de raças europeias (incluindo Holstein, Pardo-Suíço, e Hereford) e zebuínas (incluindo Gir, Nelore, Guzerá) avaliando seus perfis de leucócitos no sangue periférico (ou seja, os monócitos, eosinófilos e linfócitos, incluindo as células T CD4+ e CD8+, CD21+ e células B).

Frequências mais elevadas de células envolvidas na imunidade inata foram observadas em raças zebuínas, particularmente monócitos e células não-T e não-B (13,37 ± 0,9058 e 37,67 ± 1,55, respectivamente). Esse achado pode contribuir para o aumento da resistência de Bos taurus indicus a algumas doenças infecciosas e parasitárias. Considerando outras populações de leucócitos no sangue periférico, a variação entre raças foi maior do que as diferenças entre as duas subespécies. Este estudo servirá de base para futuras investigações sobre imunologia comparada e resistência a doenças infecciosas e parasitárias de bovinos.

Bos indicus or Bos taurus mitochondrial DNA - comparison of productive and reproductive breeding values in a Guzerat dairy herd

A observação dos polimorfismos do DNA mitocondrial bovino (mtDNA), permite a separação do gado zebu americano, de acordo com sua ascendência na linhagem materna, em dois grupos: um com o Bos indicus mtDNA e outra com o Bos taurus mtDNA. O objetivo do presente estudo foi determinar as diferenças produtivas e reprodutivas entre esses dois grupos em um rebanho leiteiro da raça Guzerá. A genotipagem de uma amostra de 56 animais permitiu a categorização da maioria dos 3835 animais no arquivo de pedigree. O arquivo de produção incluiu 3528 bezerros e 3198 recordes de lactações de 729 vacas nascidas durante os anos de 1947 a 2007. A características consideradas foram: produção de leite por lactação (LMY); dias em lactação (DIM); idade do primeiro parto (AFC) e intervalo entre partos (CI). As herdabilidades e valores genéticos foram estimados utilizando um modelo animal. A regressão dos valores médios de reprodução por ano de nascimento indicou as tendências genéticas do rebanho. Os coeficientes estimados de herdabilidade para LMY, DIM, AFC, e CI foram 0,42, 0,43, 0,20 e 0,10, respectivamente. As tendências genéticas foram semelhantes nos dois grupos, apontando para uma melhora na produtividade e piora nas características reprodutivas. Os dois grupos diferiram significativamente em relação aos valores médios estimados de reprodução para LMY, DIM e AFC, no período inicial, até 1970, mas não foram observadas diferenças nos anos mais recentes, a partir de 1970. A segregação entre os grupos existiu no começo do período, provavelmente porque as contribuições do Bos taurus para o rebanho tinham ocorrido mais recentemente naquele momento. A conclusão é que o mtDNA não tem efeito significativo sobre essas características.

DISSERTAÇÕES MESTRADO:

Perfil hematológico e imunofenotípico de linfócitos periféricos de vacas Bos indicus em lactação das raças Gir, Sindi e Guzerá criadas sob regime extensivo.

Acadêmico: Rubens Dias de Melo Júnior

Docentes: André Belico de Vasconcelos, Eustáquio Resende Bittar e Joely F. Figueiredo Bittar

O Brasil possui um rebanho bovino com cerca de 200 milhões de cabeças, movimentando cerca de 67 bilhões de reais. Um dos fatores que possibilitam termos o segundo maior rebanho bovino do mundo é a criação a pasto, em que se pode criar uma grande quantidade de animais com custo de produção mais baixo. Neste contexto, as raças zebuínas são mais indicadas por serem altamente adaptáveis às elevadas temperaturas e resistentes a doenças, como a mastite, apresentando assim boa eficiência produtiva em regiões tropicais, onde os taurinos encontrariam dificuldade para conseguirem se manter. Tal característica de adaptabilidade e resistência a doenças torna o zebuíno importante objeto de estudos sobre o sistema imunológico bovino. Para este estudo, foram utilizadas 30 vacas zebuínas leiteiras das raças Gir, Sindi e Guzerá, sendo distribuídos 10 animais para cada raça. As amostras de sangue colhidas foram avaliadas por meio da técnica do hemograma e da imunofenotipagem de leucócitos periféricos por citometria de fluxo de linfócitos T, B, células NK e macrófagos. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade (One Way – ANOVA) e posteriormente ao teste de Kruskal–Wallis, quando a distribuição dos dados não seguia a distribuição normal. Observou-se, entre os parâmetros hematológicos analisados, que apenas os leucócitos totais foram significativamente diferentes (p<0,05) e foi observado maior valor médio para a concentração de hemoglobina para os animais da raça Guzerá; proteína plasmática para a raça Gir e maior valor médio de linfócitos, monócitos e eosinófilos para a raça Sindi. Na imunofenotipagem foi observado que bovinos da raça Guzerá apresentaram maior percentual de linfócitos T e de macrófagos em relação aos da raça Gir e Sindi. Nas condições em que foi desenvolvido o presente estudo, conclui-se que bovinos zebuínos são hematologicamente adaptados à criação em sistema de produção tropical e são imunologicamente resistentes a doenças, como por exemplo à mastite, quando comparados a animais da raça holandesa.

3 - Influência do dna mitocondrial na resposta imunofenotípica de leucócitos periféricos de bovinos da raça guzerá infestados artificialmente com Rhipicephalus (Boophilus) microplus

Acadêmico: Juliano Bergamo Ronda

Docentes: Eustáquio Resende Bittar e Joely F. Figueiredo Bittar

Sabe-se que animais Bos indicus são mais resistentes ao carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus quando comparados a animais Bos taurus. Porém ainda hoje não se sabe qual a influência do DNA mitocondrial na resistência a carrapatos. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi avaliar a influência do DNA mitocondrial na infestação por carrapatos e no perfil imunofenotípico de leucócitos periféricos de animais da raça Guzerá infestados artificialmente com Rhipicephalus (Boophilus) microplus. Neste estudo, foram utilizadas 20 novilhas da raça Guzerá com 18 meses de idade, sendo divididas nos grupos GI (DNA mitocondrial indicus) e GII (DNA mitocondrial taurus). Cada animal de ambos os grupos foi infestado com 20.000 larvas de carrapatos e o perfil hematológico e imunofenotípico foram avaliados em 4 diferentes momentos, D0 (Dia zero, antes da infestação), D+1, D+9 e D+21. Nos momentos D+16 e D+21, os números de carrapatos foram contados. Os números médios de carrapatos foram de 67,6 para os animais com DNA mitocondrial indicus e 89,4 para os animais com DNA mitocondrial taurus no momento D+16. No momento D+21, o número médio de carrapatos foi 7,30 para os animais com DNA mitocondrial indicus e 11,4 para os animais com DNA mitocondrial taurus, sendo que não houve diferenças significativas nos valores de carrapatos entre ambos os grupos nos dois momentos. Os valores médios de hemácias no momento D+9 foram de 8,87±0,55 para o GI e 8,97±0,67 para o GII. Houve queda nos valores de eosinófilos circulantes nos animais do GI um dia após a infestação, demonstrando possivelmente melhor resposta tecidual nos animais com DNA mitocondrial indicus. Quanto aos valores imunofenotípicos de leucócitos periféricos, houve redução de linfócitos T totais, linfócitos T γδ e linfócitos NK CD335+ em ambos os grupos, demonstrando possivelmente um importante papel na resposta imunológica local contra o carrapato. Assim, pode-se concluir que bovinos da raça Guzerá não apresentam influências do DNA mitocondrial na infestação por carrapatos. Novilhas da raça Guzerá com alta infestação por carrapatos apresentam queda de hemácias, hemoglobina e hematócito independentemente do DNA mitocondrial. Novilhas da raça Guzerá com DNA mitocondrial indicus apresentam possivelmente resposta de eosinófilos 1 (um) dia após a infestações por larvas de carrapatos. Os linfócitos T CD4+, T γδ+ e linfócitos B CD21+ são células que possivelmente são importantes na resposta a altas infestações por carrapatos.

Resumos apresentados em congressos:

BITTAR, E. R. ; BASSI, P.B.; MOURA, D. M.; CAMPOS, M.T.G.; SILVA, E. C ; BITTAR, J. F.F.; RONDA, J.B. . Perfil bioquímico de vacas leiteiras e bezerros da raça guzerá com alto indice de endogamia. In: X CONGRESSO BRASILEIRO DE BUIATRIA, 2013, Belém. Resumos ... X Congresso Brasileiro de Buiatria, 2013.

BASSI, P.B.; BITTAR, E. R.; MOURA, D. M.; SILVA, E. C.; CAMPOS, M.T.G.; CARVALHO, D. D. ; SILVA, L. C. E. ; BITTAR, J. F.F. . Infestação de Haematobia irritans, larva de Dermatobia hominis e Rhipicephalus (boophilus) microplus em vacas leiteiras da raça Guzerá com alto índice de endogamia. In: X CONGRESSO BRASILEIRO DE BUIATRIA, 2013, Belém. Resumos ... X Congresso Brasileiro de Buiatria, 2013.

OLIVEIRA, P. M. R.; BITTAR, J. F.F.; BITTAR, E. R.; PANETO, João Cláudio do Carmo; VASCONCELOS, A. B. ; CAMPOS, M. L. ; VILLACA, E. V. . Avaliação da adaptabilidade das vacas da raça Guzerá ao ambiente. In: XI SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 2010, Resumos ... Uberaba - MG. XI Seminário de Iniciação Científica, 2010. v. 1. p. 6-6.

PANTZ, H. P.; VILLACA, E. V.; BITTAR, E. R.; BITTAR, J. F.F.; PANETO, João Cláudio do Carmo . Análise da produção e composição do leite de bovinos da raça Guzerá. In: XI SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 2010, Uberaba - MG. XI Seminário de Iniciação Científica, 2010. v. 1. p. 8-8.

RONDA, J.B.; BITTAR, Eustáquio Resende; BITTAR, J. F.F.; PANETO, João Cláudio do Carmo . influência do DNA mitocondrial no perfil hematológico e imunofenotipico de vacas da raça Guzerá com alto índice de endogamia. in: X SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, Resumos ... 2009, Uberaba.

Pesquisas em andamento na Fazenda-Escola:

Projeto: Diagnóstico e Controle de Diarreia Bacteriana em Bezerros de Raças Zebuínas. Coordenador: Prof. Álvaro Ferreira Júnior

Em bovinocultura, o sistema de criação intensivo implica maior aproveitamento da aptidão genética dos animais, dos espaços e dos equipamentos. Nesse contexto, a disseminação de enfermidades infectocontagiosas é facilitada pela aglomeração dos animais, incluindo os bezerros jovens devido à incipiência do seu sistema imunológico e aos déficits de colostragem nas primeiras 24 horas de vida. A diarreia bacteriana é uma ocorrência comum entre bezerros recém-nascidos independente da raça avaliada. Nesse contexto, o diagnóstico etiológico e a adoção de procedimentos para controle e prevenção de diarreias são altamente recomendáveis.

O objetivo geral deste projeto é realizar a imunização passiva oral de bezerros zebuínos recém-nascidos com anticorpos da gema do ovo de galinhas que foram hiperimunizadas contra as principais bactérias causadoras de diarreia. Espera-se a diminuição da ocorrência de novos casos e a redução na gravidade dos sinais clínicos da diarreia bacteriana em bezerros recém-nascidos.

Projeto: Índices Produtivos, Reprodutivos e Econômicos do Rebanho Leiteiro da Fazenda-Escola

Coordenadora: Prof. Dra. Janaina Conte Hadlich

A exploração animal racional e lucrativa tem como base o tripé "Nutrição – Genética – Sanidade" e para explorarmos todo o potencial genético de um indivíduo, é necessário que este esteja nutrido e são, caso contrário, este indivíduo sempre apresentará resultados aquém do seu potencial. E o estabelecimento de índices zootécnicos nos mostra a real situação de um rebanho e sua ausência nos limita quanto ao estabelecimento de metas e à tomada de decisões.

O objetivo do presente projeto é compilar todos os dados do rebanho leiteiro da Fazenda-Escola visando estabelecer índices quanto à produtividade, fertilidade e economicidade do rebanho e, a partir destes, corroborar a qualidade genética do referido rebanho.

Projeto: Viabilidade e Fertilidade do Sêmen Bovino Empregando Duas Metodologias de Criopreservação: Refrigeração versus Congelação

Coordenador: Professos: Ian Martin

Esse estudo tem como objetivo comparar a viabilidade e a fertilidade do sêmen bovino refrigerado a 5ºC por 24 horas e do sêmen congelado. Serão realizadas avaliações de cinética espermática, integridade de membrana plasmática em microscópio de epifluorescência, contagem de percentual de patologias espermáticas e avaliações no citômetro de fluxo (avaliação simultânea das membranas plasmática e acrossomal; avaliação da capacitação espermática; índice de fragmentação de DNA; concentração de espécies reativas ao oxigênio). E finalizando será realizado o teste de fertilidade.

Projeto: Avaliação do Perfil Imunofenotípico de Leucócitos Periféricos de Bovinos Zebuínos Gir, Sindi e Guzerá e de Seus Cruzamentos Na Resistência ou Suscetibilidade a Doenças Infecciosas ou Parasitárias.

Coordenadora: Prof Joely Ferreira Figueiredo Bittar

Diferenças na imunidade celular e humoral em zebuínos (Bos taurus indicus) e europeus (B. taurus taurus) e que podem estar relacionadas a diferenças na resistência ou suscetibilidade a doenças infecciosas ou parasitárias, são em grande parte desconhecidas. Este estudo tem como objetivo realizar uma análise comparativa da imunidade inata e adaptativa de europeus, zebuínos e de seus cruzamentos, avaliando seus perfis de leucócitos do sangue periférico (ou seja, os monócitos, eosinófilos e linfócitos, incluindo as células T CD4+ e T CD8+, Gama Delta, B CD21+) e suas correlações à resistência ou à susceptibilidade a doenças.

Projeto: Avaliação do Perfil Hematológico, Bioquímico e da Qualidade do Leite de Vacas Gir, SIndi e Guzerá e seus Cruzamentos.

Coordenador: Eustáquio Resende Bittar

Sabe-se que bovinos zebuínos apresentam diferenças hematológicas quando comparados a animais taurinos, mas as diferenças entre as raças zebuínas e seus cruzamentos são escassas. Neste contexto, o presente estudo tem por objetivo avaliar as principais diferenças hematológicas e bioquímicas e suas correlações com a qualidade do leite das vacas Gir, Sindi e Guzerá.

Fazenda-Escola: um laboratório para o curso de Medicina Veterinária

Objetivando propiciar a vivencia prática, os alunos do curso de Medicina Veterinária realizam aulas práticas na Fazenda-Escola, envolvendo a clínica médica e cirúrgica de grandes animais, bem como bovinocultura de leite.

Clínica médica e cirúrgica de grandes animais

O objetivo das aulas práticas na Fazenda-Escola é capacitar o aluno do curso de Medicina Veterinária no atendimento a propriedades rurais, tornando este acadêmico apto em diagnosticar os principais problemas encontrados na bovinocultura, assim como prescrever o tratamento correto.

A vivência do acadêmico do curso de Medicina Veterinária na Fazenda Escola permite desenvolver a habilidade e a experiência necessárias ao médico veterinário atuante na bovinocultura. Esta atividade promoverá a interdisciplinaridade, agregando conhecimento diferencial ao aluno da Universidade de Uberaba.

Nas visitas à Fazenda-Escola, o graduando do curso de Medicina Veterinária participa do diagnóstico dos principais problemas e desafios encontrados no setor pecuário e estabelece medidas profiláticas para as principais enfermidades da bovinocultura.

Dentre as principais práticas desenvolvidas, estão o atendimento clínico de enfermidades que acometem os bezerros (diarreias, onfaloflebites, e problemas respiratórios), que com relevância significativa nos rebanhos brasileiros. Além disso, enfermidades dos sistemas locomotor (afecções podais), reprodutor (problemas reprodutivos), digestório (timpanismos), tegumentar (afecções de pele) e nervoso são diagnosticadas, para a instituição do correto tratamento em todos os animais.

O controle sanitário é promovido, com a criação de calendários anuais de vacinação das principais afecções, dentre elas a brucelose e a febre aftosa, que são vacinas obrigatórias em todo o território nacional. Esquemas de vermifugação também são instituídos, visando o combate de endoparasitas e ectoparasitas responsáveis por prejuízos no desenvolvimento dos animais.

Medidas higiênicas são estabelecidas, para minimizar a proliferação de microorganismos, responsáveis pelo desenvolvimento de mastite e proliferação de coliformes fecais no leite que é comercializado pela Fazenda-Escola. Palestras são ministradas aos funcionários, para demonstrar medidas higiênicas que podem ser adotadas por eles.

Paralelamente aos atendimentos clínicos e medidas higiênico-sanitárias adotadas, é realizado o levantamento epidemiológico das principais afecções, com o objetivo de promover a pesquisa com os dados obtidos na Fazenda-Escola.

Bovinocultura de leite

Como a Fazenda-Escola possui um sistema de produção de leite significativo de mais de 2.000 litros diários, torna-se o lugar ideal para o ensino e aulas práticas de bovinocultura de leite.

Durante as visitas, são vistoriados e discutidos todos os aspectos práticos da produção de leite nos moldes que são realizados na propriedade com ênfase na zebuinocultura leiteira observando o aspecto de rebanho-núcleo.

O aluno tem a oportunidade de conhecer o programa de melhoramento genético nos trópicos realizados na Fazenda e o programa de biotecnologia utilizado para multiplicação dos animais superiores geneticamente, com ênfase na fertilização in-vitro com sêmen sexado e inseminação artificial.

O manejo reprodutivo do rebanho geral e o especial das doadoras e receptoras, os aspectos da nutrição do rebanho, assim como o manejo nutricional nas épocas distintas do ano, o calendário sanitário do rebanho, tudo é apresentado e discutido com os alunos.

O manejo da ordenha das fêmeas zebuínas com bezerro ao pé é analisado durante a ordenha da tarde na propriedade, bem como o manejo das vacas em lactação especialmente a formação de lotes e o controle da mamite. O manejo dos bezerros lactentes e as instalações dos bezerreiros permitem mostrar esta importante etapa do sistema de produção. As áreas de pastagens assim como a avaliação das áreas de forrageiras de inverno (cana de açúcar e milho) e os silos com a produção da safra também são visitados e discutidos pelos alunos.



Manejo na Fazenda

As receptoras parem na fazenda localizada em Prata-MG e as fêmeas ficam nesta propriedade até a recria; posteriormente voltam à Fazenda-Escola às vacas em lactação e os machos de recria com finalidade de reprodução.

A desmama dos bezerros de receptoras ocorre por volta do 7-8º mês, a dos bezerros de controle oficial depende muito do desempenho da vaca, pois naquelas que apresentam boa produção, pode levar até 365 dias, tentando levar, pelo menos, até 280 dias pois o zebu tem histórico de lactação curta (250 dias). O objetivo deste manejo é tentar descobrir os animais com potencial para persistência na lactação.

Programa de melhoramento genético

Importância do Teste de Progênie e Cruzamento para um Rebanho Leiteiro

O teste de progênie tem por objetivo avaliar os filhos dos reprodutores e matrizes que compõem um rebanho e, consequentemente, utilizar os resultados para subsidiar a avaliação genética dos reprodutores. Além de melhorar a avaliação dos reprodutores, o teste de progênie pode ser utilizado para identificar animais geneticamente superiores, que possam ser utilizados para melhorar os índices zootécnicos do rebanho ou comercializados como disseminadores de genética.

Nesse sentido, os touros Guzerá irão participar do 1º teste de progênie da raça e também fornecerão sêmen para produção de embriões sexados.

Vários touros em teste de progênie (quais, filiação e onde).